AS OFICINAS SERÃO:9H ÀS 10H – FLAMENCO FUSION COM KARINA LEIRO10H ÀS 11H – TRIBAL BRASIL COM JAQUELINE LIMA11H ÀS 12H – ATS COM KILMA FARIAS
JÁ OS CANDIDATOS À AUDIÇÃO RECEBERÃO UM NÚMERO NO DIA, E SERÃO AVALIADOS DURANTE TODAS AS OFICINAS.
Lembro ainda q as pessoas não precisam deixar seus grupos para participar da Lunay.
Qualquer dúvida escrevam ou liguem (81) 9815-5892Beijos a todos!Karina
Conta para depósito:
Karina Garcia LeiroBanco do BrasilAg. 4340-0Conta POUPANÇA: 27.668-5*Se pedir variação é 01
Favor escanear ou tirar foto do comprovante e enviar pra mim por e-mail junto com a ficha de inscrição preenchida.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Audição Cia Lunay PE
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
AULAS DE TRIBAL FUSION COM ALÊ CARVALHO
O Tribal Fusion é uma modalidade artística do campo da dança, que pode ser designado como: “Estilo Tribal Folclórico Interpretativo”, por não ter uma origem natural e ser fruto de pesquisa e catalogação, sua prática desenvolve a sensibilidade humana no contato com a arte e todas sua possibilidades interpretativas da vida, alargando horizontes de compreensão e vida grupal e cultura étnica ancestral.
A metodologia:
Preparação: A aula se inicia com aqueciemento de Ballet Clássico e alongamento adptado da prática de Yoga visando a preparação e condicionamento do corpo para bailarinos; dando especial atenção ao alinhamento postural e consequentemente à saúde da coluna e músculos complementares.
Treinamento técnico: de movimentos básicos e complexos do Tribal Fusion, a prática e limpeza do movimentos reforçados pela repetição conduzem a melhor desenvoltura coreógrafica e veracidade artística a medida que a pessoa deixa de se preocupar com a forma de execução (apreendida anteriormente no corpo) para deixar-se levar pela arte da interpretação do movimento e não sua repetição mecânica.
Estudos de composição coreográfica a cada aula: Os passos aprendidos são passados em sequência para que as(os) alunas(os) possam experienciar de forma desenvolta e livre os exercícios passados no treino técnico e alarguem seu modo de atuação.
Estímulo ao estudo teórico: pesquisas enriquecem e abrem caminhos artísticos jamis fechados, humanizam e sensibilizam para a arte e fortalecem para vida, saber o que se faz e o que se cria aprofunda as dimensões da Dança, aumentando o respeito pela dignidade da Arte.
Benefícios:
Cuida das competências ligadas as capacidades sensorio-motoras, ampliando o entendimento da mobilidade espacial, bem como da dimensão corpóreo-poética interpretativa (transmitir signos da arte através dos movimentos do corpo), auxilia na manutenção da auto-estima (a medida que mostra a inadequação dos padrões socias à realidade da beleza humana, a beleza não tem nome, nem cor, peso, idade ou estatura, a beleza é por si um estado de espírito que pode ser trabalhado de várias formas e é rico na sua diferença), atua diretamente melhora da saúde global; pois a atividade física direcionada é um dos agentes diretos que aumenta a imunidade e consequentemente a saúde do corpo e da mente.
Objetivos:
O presente plano de curso tem por meta proporcionar integração de diversos aspectos do estudo (prático-teórico) visando enfocar o enlace do corpo e da mente por meio do desenvolvimento da consciência corporal, uma vez que trabalha a consciência para dentro, para o lugar de extensão da idéia no mundo, o corpo. De modo, um movimento contra-senso, pois, não são atos de operar um esvaziamento da mente, equívoco comumente cometido pelos conceitos do meio comum, que opera uma cisão entre razão e a corporeidade, sendo sim, a tentativa de harmonização dos vários sentidos humanos, diz-se isso em virtude de se pensar os sentidos tanto pertencentes à percepção (cognição) como àqueles da subjetividade. Propondo assim uma nova maneira de lançar o olhar sobre as relações do ritmo físico ao pensamento.
A professora:
Artista plástica e formada em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco, tem várias pesquisas desenvolvidas e diversos cursos de especialização no campo da Arte, lecionando Filosofia da Arte, Estética, Filosofia da Literatura e Arte desde o ensino fundamental, médio ao superior. Devido a essa experiência tem grande compreesão das formas de adptação da aplicação didática no ensino da Arte da Dança.
Formação em Dança:
Iniciou seus estudos em Dança no fim do ano de 2008 independentemente, tornando-se mais tarde aluna da bailarina, professora e coreógrafa de Dança do Ventre Valéria Veruska, decidindo-se imediatamente pelo Tribal Fusion no mesmo período devido a grande identificação com o estilo. Desde então tem tido a orientação da bailarina, professora e coreógrafa da Cia Lunay: Kilma Farias (PB)
É uma das fundadoras e integrante do corpo de bailarinas do Aquarius Tribal Fusion a primeira Cia de atuação forte na Arte do Tribal Fusion em Pernambuco - Brasil, e da Cia D.S.A. Dancers South America liderada pela Bailarina Adriana Bele Fusco (SP). É uma das idealizadoras e redatora do Projeto Itinerante de Dança: Caravana Tribal Nordeste, também realiza pesquisas direcionadas à Dança e ritualística pagã feminina, Mitologia Afro-brasileira e Hip-hop, bem como aprofunda estudos sobre o Movimento Armorial visando composição de fusão étnica para criação e manutenção do movimento Tribal Armorial em Pernambuco em pesquisa conjunta com Andressa Máximo e Aquarius Tribal Fusion Cia de Dança. Em 2010 iniciou seus estudos em Ballet Clássico com a professora Fátima Machado e Danilo Dannti
procurando aprimoramento técnico e artístico abrangente. Atualmente dedica-se também à pesquisas sobre rítmica musical árabe, Dança Dramática com Géssyca Pereira professora de Teatro do NUCFIRE e Dança Brasílica com Marina Chagas (PE) Professora do NUCFIRE e integrante do grupo de Ballet Popular Arte Folia.
Cursos:
Sharon Kihara (U.S.A),Mira Betz (U.S.A),
Luciana Zambak (PE), Tufick Nabak (Líbia), Ju Marconato (SP), Shirley Shalilah (SP), Daniela Nur (SP), Bela Saffe (BA), Cibelle Souza (RN), Hannah Costa (PE), Joline Andrade (BA) e Karina Leiro (BA/PE).
Onde Leciona: Casa de Dança Everaldo Lins – Av. Caxangá, nº 116 – Madalena Recife.
Studio Carol Monteiro – Rua Real da Torre, nº 47 – Torre - Recife
Cia Terapia – Rua Padre Anchieta, nº 458 – Torre – Recife
NUCFIRE – FAFIRE – Boa Vista – Recife – Exclusivo para alunos FAFIRE.
domingo, 25 de setembro de 2011
CARAVANA TRIBAL NORDESTE - 3° EDIÇÃO 2011 - PRODUÇÃO AQUARIUS TRIBAL FUSION CIA DE DANÇA
Oláááááááá Estamos fazendo inscrições para CTNE - PE 2011 - Caravana Tribal Nordeste 3° Edição Recife 2011!!! No dia 1 de outubro!!!Festival itinerante de dança tribal nordestino que congrega tb com as bailarinas e bailarinos da dança do ventre, promulgando a união de grupo e incentivando a arte pelos estados em que passa. A Caravana Tribal Nordeste conta com cursos e oficinas temáticas visando dar ao tribal as feições do povo que a faz, esse ano trazemos com exclusividade Cibele Souza da Cia Xamã Rn - Jaqueline Lima da Cia lunay PB e Gessyca Pereira professora de Teatro do NUCFIRE - Nícleo de Cultura da FAFIRE, para conduzir ensinamentos que construam em nossa dança o rosto e a alma do povo nordestino! Venha já participar dessa linda festa conosco!!!!
Inscrições
Envie e-mail, msg no facebook, ou scrapp no orkut com seu endereço de e-mail anexado para receber a ficha de inscrição!!!
Beijoooooooooo
Aquarius Tribal Fusion Cia de Dança
terça-feira, 9 de agosto de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O Cisne Negro
sábado, 16 de outubro de 2010
CARAVANA TRIBAL NORDESTE - Inscreva já sua caravana e venha saudar a cultura nordestina com a gente!!!!
terça-feira, 28 de setembro de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Por que Tribal Brasil?
O estilo Tribal Brasil que esse ano ganhou espaço de destaque através do festival itinerante “Caravana Tribal Brasil” tem por base nas minhas pesquisas cerca de dois anos e meio oficialmente. Contudo; o que consta não é exatamente a verdade dos fatos, se temos por fusão toda a criação com base na livre comunhão dos elementos da dança, esse tipo de fusão já acontece há muito tempo no país com bailarinas precussoras no estilo antes mesmo que ele tivesse nome ou algum tipo de contorno definido por assim dizer. “Eu já fazia fusão tribal, inclusive com dança afro antes mesmo que o fusion fosse designado assim.” Disse-me a bailarina Bela Saffe (BA) na noite da elaboração do projeto da Caravana TRibal Nordeste na casa da também pioneira no estilo Kilma Farias (PB), que está levando o estilo além das fronteiras tupinikins, exaltando em diversos modos de execução o tribal com a cara de nossas verdadeiras raízes étnicas. “Não se pode ter vergonha de se ser o que é!” Diz a professora e bailarina Kilma Farias. Há de se citar também o trabalho da Cia Halim acredito que em trabalho de grupo o mais antigo a compor fusões de danças étnicas orientais com brasileiras, pena que encontrei pouco material disponível em vídeo (se alguém tiver eu quero!!!!), mais recentemente vemos a excelência do trabalho da Cia Xamã Tribal (RN). Participei juntamente ao ATF de um workshop de composição coreográfica baseada na “Catimbozada” (coreo C.T.X.)dado pela professora e bailarina Cibele Souza, no qual podemos ver todos os elementos de nossa herança significados na dança por meio de figuras corpóreo-ilustrativas muito bem construídas, a música é dança e a dança é a música esse não é o caráter da fusão?! Não saber onde começa um termina o outro.
Venho salientar essa questão devido uma mudança de olhar (mais ou menos particular do grupo e eu) em relação ao Tribal Brasil que tem por prioridade dar ênfase às sementes da cultura brasileira, tais como: danças afro, indígenas e nordestinas, o problema é, pensávamos nós, como fazer um trabalho desse tipo sem que o tribal tal como surgiu não se perca? Não se degrade no caminho esse torne outra coisa? Como faze-lo, sem destruí-lo na essência? Essa foi uma pergunta que carregamos durante o 1° momento de formação do ATF, temos um quadro de bailarinas de perfil notadamente urbano, o que não é nenhuma coincidência se observamos a arte recifence dos últimos 20 anos, e baseada também na identificação com que nos fez ir atrás dessa metamorfose da dança árabe tradicional, e é claro haveria que alguma resistência, pois a familiaridade é o que fala mais alto, e a tendência é amar aquilo que se lhe parece semelhante, principalmente vendo em termos de cultura, para quem não conhece nosso panorama artístico as figuras que se vão sobressair são as das danças de marcação tradicional, frevo, maracatu (nas suas várias vertentes), caboclinho, côcô, xaxado, forró... Entre outras. É o sangue primeiro que pulsa nas ruelas e avenidas de Recife e Olinda.
Mas a quem conhece a cena daqui de perto sabe que o urbano, o undergraund que não se toca nas grandes salas de concerto com orquestras é muito forte, tanto foi que temos ainda hoje após a morte de Chico Science (Recife) o Mangue Beat ativo, na tarefa de vários outros artistas tão criativos quanto, o movimento não foi apenas um nome... É lógico também que jamais se negará o valor dele, tanto o é que a Nação Zumbi sobreviveu à tragédia que ceifou a vida de uma das nossas estrelas principais e está aí, vivaz, fazendo um trabalho de qualidade inquestionável, o próprio movimento Armorial também achou quem lhe modificasse a existência por meio do encontro de alfaias e guitarras com o já extinto Cordel do Fogo Encantado (Arcoverde), se utilizando do universo poético nordestino obtendo releituras que com certeza deixam Ariano com os seus poucos e respeitáveis fios de cabelos brancos de pé!!! Me recordo de uma aula dele na UFPE enfurecido com absurdo de se misturar guitarras à música de nossa terra, mas afinal; pensando bem, nosso mestre perdeu um lance da questão, a fusão dos elementos não descaracteriza o germe vital de qualquer que seja a manifestação artística, pelo contrário, antes o reafirma. E o Tribal Fusion acha-se por base nessa urbanização que dá renovação às danças antigas, as quais estamos carecas de conhecer por isso não vou cita-las de novo eheheheh... Acredito que nesse ponto nosso Filósofo-poeta-dramaturgo e sei mais lá o quê... aff que luxo, pode relaxar, a medida que a renovação do estilo termina obtendo a função de não deixa-lo cair no esquecimento.
Foi aí nesse momento de esclarecimento que nós aqui de Recife começamos a ver o dever ético, por amor a arte e não obrigação, cabe deixar destacado (pois; por obrigação se lava os pratos e se arruma a casa), a necessidade de trazer ao fusion à tão cara herança e perceber que adotar valores de imersão cultural de origem tão profundos resgatam a força do movimento e dão-nos a chance de produzir coisas novas, diferentes, e nem por isso nos fazem abandonar a raíz daquilo pelo qual nos apaixonamos apriori, o próprio termo fusão já tem em si o mote da fluidez, daquilo que se transforma, do que sempre é inusitado e o não esperado traz uma alegria infinda guardada na boa surpresa. Não há nada que se perca... Tudo flui, de frente para trás e vice-versa passado e futuro se confundem numa linha tênue. A princípio ficamos muito preocupadas em preservar uma identidade coreográfica, artística e tal... De não ficarmos rotuladas deste ou daquele modo incidindo nessa nova empreitada, mas finalmente chegamos ao ponto de ver que rótulos só servem para geléias, concordam?! Todo mundo é livre para fazer o que quiser!!! Para ter seu ataque inebriante de Avant Gard, então bora simbora povo!!! Vamos arriscar e inovar no Tribal Fusion Dark-Urban-Brasil-Indiano-Cabaret-Burlesco-Tango-Flamenco que se quiser!!!! terça-feira, 13 de abril de 2010
Góthic Tribal Fusion ou Dark Fusion

O termo Góthico é usado pela primeira vez em meados do século XII durante a baixa Idade Média (e deriva dos povos Godos), vivenciando importantes demonstrações que viram a desembocar naquilo que chamamos de Renascimento Cultural europeu, e ao contrário do que é comumente disseminado não foi propriamente “isso em no que diz respeito a arte e cultura” a “idade das trevas”, houve sim, muito desenvolvimento científico e artístico naquele período, graças a ele a burguesia saiu dos “guetos” feudais para dar florescimento a uma época de grande brilhantismo com grandes mestres em todas as áreas do saber, mas o que isso tem a ver com Góthic Tribal Fusion ou Dark Fusion ? Ora?! Tudo! Ao enclinar e mover o corpo de forma misteriosa a fim de compor movimentos tribais que tem base na cultura obscura chamamos atenção imediata para o lado negro da força, mas por que negro? Por que dizemos e sentimos intimamente obscuro esse dançar?

Então é para discutir essa e tantas outras questões que se seguem essas linhas de palavras colocadas aos seus olhos queridas tribalistas, na verdade o góthico ou arte francesa tem muito mais a ver com estilo arquitetônico das catedrais construídas entre os séculos XII e XIV como já fora dito anteriormente, do que com a mitologia que o envolve, caracterizando como um estilo arquitetônico longilíneo e monumental, usando de arcos cruzados e abóbodas, o mais interessante é que é justamente aí na base da arquitetura que reside no gancho para compreender o góthico urbano ou social (como eu gosto de chamar) e dá a compreender o Góthic Tribal Fusion ou Dark Fusion. Voltemos... Por influência direta da Igreja e da Escolástica, bem com seus famosos e eficientes tribunais da Santa Inquisição as construções obtiveram por função o destino de recuperar e punir as ovelhas desgarradas, tais construções eram planejadas para fazer com que o sujeito se sentisse minúsculo ante a onipotência divina, para reforçar a idéia de desejo de ascender aos céus e afastar-se dos demônios punha-se nas sacadas das catedrais gárgulas de faces assustadoras que “serviam” para afastar os maus espíritos, bem as gárgulas eram na verdade desaguadouros, ou seja, uma biqueira para escoar a água das chuvas que se acumulavam nas calhas e causavam infiltrações, idéias brilhantes para resolver os problemas de arquitetura e manter os fieis sob controle, não? Mas calma amiga tribalista estamos por meio dessas tantas observações chegando ao ponto principal de nossa querela... Leia... Leia, que bateremos a tecla certa!

Toda vez que penso nessa coisa da arquitetura góthica me lembro de palavras do filósofo pernambucano Evaldo Coutinho que diziam mais ou menos assim: ao se adentrar uma catedral góthica, se é góthico, torna-se góthico. É justamente essa questão! Ao contrário do que se prega acerca do góthico urbano das subculturas, do obscurantismo e o góthico não tem nada a ver com processos de invocação demoníaca, é sim a demosntração do embate interior do homem consigo próprio, seus anjos e demônios particulares, a dualidade mesma de ser humano, e isso que versa toda mística medieval embutida na Arte Góthica e que influencia o Góthic Tribal Fusion ou Dark Fusion, a dança tem uma ritualística de centrada em uma contenda secular, a da crença e adoração dos antigos deuses da Literatura Medieval, guias pagãos das forças da natureza, aqueles que são claros e escuros, indo além da moral totalizante, o bem o mal de formação interior humana e das leis cristãs do medievo em sua “pacata” obediência e submissão.

O problema é que essa fonte tão complexa e rica de vem sendo também uma grande fonte de equívocos, sustentando uma série de más interpretações, que acaba rotulando e descaracterizando a subcultura góthica e a cultura obscura em “coisa do demônio”, seus adeptos em “adoradores de satã” e lá vai o trem de pré-juízos cultivados de forma leiga e desavisada.
A cultura obescura por sua vez surge por volta de 1990, sendo ligada á subcultura góthica firmada nos anos 80, essa ligação não foi algo muito coerente podemos falar que houve uma fundição não existia mais uma distinção dos grupos, todo mundo era agora góthico! Mesmo ainda que não soubesse o que significava dizer tal coisa! E toda manisfestação adjacente dos estilos precedentes e cabe dizer totalmente diferentes em diversos aspectos foi denominada por excelência góthica. Daí aos usos capitalistas intermediários foi um pulo, MTV e a associados que o digam, hã? Fazendo do estilo modo de consumo e moda da estação, haja paciência!
A década de noventa é maior exemplo desse “bum” consumista da cultura obscura. O bacana que posso ver hoje é, que o Góthic Tribal Fusion ou Dark Fusion, tem pelo menos na maioria dos casos, a preocupação de conservar elementos fundamentais e originais da cultura góthica, com artistas que desenham suas performances com calma e exatidão sinuosa, à exemplo da maravilhosa Ariellah (líder da Deshret Dance Cie), e da Sashi esta última já utilizando de um conteúdo mais performático e teatral em suas performances, se orientando por um tempo difuso, guiado pela suavidade dos belos movimentos de suas mãos. A dança góthica é dança “da” e “contra” a religião instituída fundamentada por toda ode de mistura de tendências advindas da compreensão do lado obscuro da realidade, das partes intangíveis e inesperadas do gesto humano, é fruto de admissão, do entendimento inconcluso do outro lado, daquilo que não se pode ver, do que está na sombra e por isso é sempre surpresa e gera tensão, pois é justamente nas sombras que se faz e se gere a sua paixão de ser, a sombra encobre... Áquilo que se quer desvendar, oculta as fontes desejantes do mover, talvez por essa razão que a sombra sempre foi o grande artifício dos artistas, tornou-se preciosa por valorizar o todo resguardando suas partes, o Góthic Tribal Fusion ou Dark Fusion, me atrevo a dizer é beleza das sombras é a dança das sombras!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Caravana Tribal Nordeste 2010
A intenção da Caravana Tribal Nordeste é, por meio da Dança Fusão Tribal, promover a interligação cultural de povos, épocas, estilos e ritmos. Reunindo os nomes do tribal nordestino em um festival migratório anual, no qual as bailarinas residentes das cidades que sediarão os eventos serão responsáveis pela organização de workshops, shows ou festas mostrando as suas criações coreográficas, desde que estas busquem demonstrar a riqueza artística de sua terra por meio da dança Tribal. Tendo como meta principal elaborar a catalogação e reunião dos resultados obtidos visando composição de obra literária de cunho experiencial e de um vídeo-documentário não apenas da vivência dos grupos durante as caravanas; mas, por em evidência as danças étnicas que caracterizam expressões culturais que marcam nossa identidade como povo brasileiro e, desse modo, pondo a população local em contato com o trabalho de maneira não meramente informativa, mas compreensiva, confraternizando com os representantes das danças agregando seu valor ao tribal.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Lais Ide - no 1º Festival Simone Mahayla de Dança do Ventre
Mas, representando o grupo, Lais Ide mostrou o tribal para o Recife com sua apresentação perfeita e emocionante. Ficamos na platéia torcendo por nossa amiga e mandando muitas energias positivas, e quase ficamos roucas de tanto gritar depois de seu excelente desempenho. Cada marcação em seu tempo, uma expressão impecável e um cambret magnífico, que deixou todos de boca aberta! Parabéns Lais!
Agradecemos a Simone Mahayla pela grande oportunidade de mostrar nosso trabalho, e principalmente pela confiança, já que estrearíamos em seu evento. De qualquer forma, Lais estreou nos palcos e agora, com mais confiança e união que nunca, é continuar trabalhando para a nossa estréia no dia 10 de outubro, na 1ª festa de fusão do Recife, Bacante, que estamos organizando...
Anysha
domingo, 13 de setembro de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
História e Fundamentos Estéticos do Tribal Fusion Bellydance

É na ritualística tribal feminina dos povos orientais que na verdade se encontra o ponto de partida para se pensar os fundamentos estéticos do Tribal Fusion Bellydance. Até aí para nós tribalistas nenhuma novidade! Contudo, essa obviedade teórica a qual é sempre mencionada e discursada por nós (bailarinas) àqueles que não conhecem o tribal, pode soar como um código interno intangível dada sua riqueza de fatos, nomes, datas, movimentos e estilos, portanto, cabe sempre chamar a digna atenção para tradição dessa arte que não sendo milenar chama-nos ao berço das manifestações grupais étnicas. E também que para os que se estão iniciando nos estudos tribalísticos e procuram saber de seus fundamentos achem sempre as informações sobre os antepassados dessa dança tão curiosamente envolvente e instigante, é que cumprimos o ofício ético de cada uma, de repassar o saber a quem quer conhecer, por que imergir na sua História e saber-lhe a verdade, dançá-la é dá-se à compreensão.
A História do Fundamentos Estéticos do Tribal se inicia por volta de 1960 com a bailarina Jamila Solimpour que fez diversas viagens à países do Oriente (mais precisamente desertos, áreas vizinhas e também povos da Índia, ou seja, mais antigos que não haviam cedido a aculturação promovida pelo capitalismo), durante essa temporada, ela começou a observar que mesmo as culturas que jamais haviam mantido alguma espécie de contato entre si (na maioria ainda nômades), conservavam curiosa semelhança ritualística, em especial no que dizia respeito às danças comemorativas e rituais (tais como os de fertilidade - razão pela qual a Dança do Ventre sempre termina sendo associada à sensualidade e tomada como ferramenta de sedução), dada a constatação de tantas semelhanças a bailarina começou a elaborar uma profunda pesquisa a fim de catalogá-las em estilos: Dança da Cimitarra, o Flamenco Cigano, a Dança Indiana, Danças Folclóricas Étnicas, Dança do Ventre, Danças Islâmicas do Tajiquistão, Dança Tailandesa, Dança das gueishas japonesas e Danças Tribais da África Central, etc. Finda a pesquisa Solimpour arquitetou um estilo de dança que englobava "os modus operantis" comuns a essas tribos criando um estilo de congregação, surge o que chamaríamos de "tribal primitivo", divulgando esse trabalho através da troupe Bal Anat.
Anos depois na década de 80 Carolena Nericcio que apesar do que se acredita, pois ela não foi aluna de Solimpour, na verdade nem chegou a conhece-la elaborou uma releitura do trabalho da mestra, criando aquele que viria ser chamado de ATS (American Tribal Fusion), que consistia da execução de passos comuns ao folclore das danças tribais sem uso de coreografia, o passos deveriam ser conhecidos pelas as integrantes da troupe, bem como deveriam ser de seu domínio a leitura de um jogo altamente específico dos sinais que indicavam cada líder da dança e o passo seguinte a ser executado. Nericcio não apenas dedicou-se a fazer a apreciação da dança e da musicalidade, mas também do vestuário desses grupos (tipicamente orientais, não utilizando a gama de objetos industrializados utilizados na Dança do Ventre Moderna – Estilo Cabaret – que ficou conhecido no mundo inteiro através da época dourada do cinema na Hollyowd das décadas de 30 e 40), e mais uma vez foi buscar aquilo que os identificava originalmente, ensinando e levando ao conhecimento do público esse trabalho através da troupe Fat Chance Bellydance. Ainda assim o ATS não pode ser designado como uma dança folclórica haja vista que não possui uma raiz natural; pois, o ATS é sim, fruto de pesquisa e catalogação, se instaurando como um “Estilo Tribal Folclórico Interpretativo”, mas que de qualquer forma é uma clara e evidente a necessidade anscentral de agrupamento visando união e evocação dos arquétipos femininos antigos, unindo os conceitos que dantes eram parte fechada, de rituais secretos que sairiam da ordem "templária" para as cerimônias públicas, como por exemplo de casamento e diversas festividades.
Outra característica é que essas danças não só tinham por intenção manifestar religiosidade, mas de promover a união e manutenção dos clãs femininos, a medida que mulheres tinham que se submeter a obediência de um "senhor" em grupo, e se o era que ao menos se suportassem! Pode parecer um pouco radical, mas imginem 5 esposas "de" um marido só vivendo numa casa! É pra destelhar qualquer telhado!!! As festas fechadas onde se enfeitavam e dançavam para si mesmas, estreitavam os laços de afetividade que poderiam se desgastar em nome da competição pela atenção do senhor (marido), deixando claro que toda manifestação cultural por mais que aparente certa inocência ou caráter mítico superior, geralmente tem também uma veia profunda e controversa, possuindo função sua social bem definida. O que aparece de forma muito interessante no tribal é que seus aspectos estéticos conseguem de modo latente superar os ditames impostos pela cultura, não é belo só por que pertence a cultura e segue o costume, não existem cânones pré-definidos, é belo indeterminado, por que fascina, e vai além do que a razão possa explicar, opera uma síntese mística não-sobrenatural, música-corpo-bailarina, não existem partes, vê-se mesmo o espírito em movimento, é alma que dança.
Mas o processo de evolução do Tribal não cessou, na década de 90 Rachel Brice aluna de Shuhaila Solimpour (filha de Jamila) e de Carolena Nericcio imprimiu ao estilo a força do tempo e do progresso, utilizando-se de ritmos musicais modernos como: Hip-hop, Trance, Noise Music, Rock entre outros, criando uma nova série de cadências e movimentos que caracterizam o Tribal Fusion Bellydance, apesar de embutir a música moderna à antiga, os passos tendem a evidenciar-se ainda mais voltados à origem, os movimentos prezam pela força da terra e a suavidade sinuosa das serpentes “o charme da serpente” (snake charmer) Rachel junto às bailarinas Zoe Jakes e Mardi Love integram hoje e troupe The Indigo, com coreografia que vão de um polo à outro entre o antigo, contemporâneo e teatral. As tribos hoje são muitas e diversificadas. O que se sobressai é, a captação a força essencial contida nessas imagens, foi dessa sensação acidental ao fazer uma pesquisa sobre danças tribais que se pode observar outra coisa muito mais intrigante, e contraditoriamente implícita em toda sua exploração. A pobreza do mito de beleza postado à mulher no Ocidente. Por que nos damos ao trabalho de fazer tal afirmação?! Afinal de contas, não é nenhuma novidade que a beleza não é algo exterior, é sim uma idéia, e qualquer forma de representação remete apenas aos arquétipos desse conceito universal.
A beleza é da alma, insistimos em dizer assim "alma" porque o desejo é aceder ao aquértipo, à idéia; a técnica é objeto, mas o objeto é trocado pela emoção não se extinguindo na mera sensação, é bruxaria e encanto, ora? Bruxas? Sim... A invocação é pagã de braços para o alto, não tem nome ou cor, é feita de ar e terra, serpenteia pela luz da imaginação, baila nas mãos endeusadas das mulhures mortais, bruxas! Não era isso que a inquisição dizia das bacantes que dançavam nuas nas florestam?! Possuídas sim! Mas não de espíritos maléficos, possuídas da fome de viver, essa é a divindade interna de cada uma, bruxas que não seres exóticos, estranhos, são àquelas que se reconhecem intimamente fêmeas e como tal se deixam tocar pelo dom da natureza, pela ligação inexplicável de sentidos e concepção, somos um bando! Somos o espírito das lobas que uivam na noite se reconhecem pela dança, a modernidade vem apagando e tirando isso da maioria das mulheres como exigência da massificação. Se vêem e se solicitam como objetos, são a refeição de estômagos furiosos, então as bacantes que sejam elas todas bruxas! Bruxas serão! Bruxas repito! Que dancem a melodia dissonante da lua internecida, sem saber o que é bem, sem separar o que é mal. Quer saber o que é ser tribalista? Dance!
Parte deste texto pode ser vista no vídeo: O que é Tribal Fusion - Realizado para o Interdepartamental do NUCFIRE - Faculdade Frassinetti do Recife.























